O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), que comanda a sigla no Estado, defendeu durante entrevista à Revista Oeste a necessidade urgente de coesão entre lideranças conservadoras. A mensagem foi direta: "O Brasil precisa da união de todos que querem derrotar o PT". O parlamentar alertou para os riscos da fragmentação interna que poderia beneficiar adversários da esquerda nas próximas disputas eleitorais.
Segundo Barros, quando candidatos do campo conservador multiplicam-se sem coordenação estratégica, o resultado é previsível: distribuição prejudicial de votos e abertura de espaço para candidatos progressistas vencerem com votações minoritárias. "Se vários candidatos do mesmo campo dividem votos, abrimos espaço para a esquerda", alertou o parlamentar, usando o Paraná como exemplo da necessidade de alinhamento.
O deputado mencionou a saída de aproximadamente 16 a 17 prefeitos do PL-PR após a filiação de Sergio Moro, mas ressalvou que a maioria das lideranças municipais permaneceu na legenda. Barros informou ainda que parte dos que deixaram a sigla já sinalizou interesse em retornar às fileiras do partido.
Barros não poupou críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal e da Justiça Eleitoral no ambiente político nacional. O parlamentar afirmou que decisões dessas instâncias sofreram interferências sobre aliados seus e defendeu que o tema ganhe espaço central nos debates eleitorais vindouros. A questão da independência das instituições, segundo ele, deve estar no cerne da discussão pública.
O deputado também condenou a orientação da política externa do governo federal, destacando o afastamento dos Estados Unidos e a aproximação com regimes como o da Venezuela. Na avaliação de Barros, essa reconfiguração diplomática prejudica os interesses nacionais brasileiros.
Barros reafirmou a relevância política de Jair Bolsonaro no cenário nacional, apontando-o como detentor do "maior capital político do país". Como evidência, citou a trajetória do senador Flávio Bolsonaro (PL), cuja pré-candidatura presidencial ganhou tração nas pesquisas após receber apoio do ex-presidente.
