O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato presidencial, denunciou nesta terça-feira, 21, que a Polícia Federal funciona sob comando de uma "Gestapo". A crítica foi dirigida à atuação da cúpula da corporação, que, segundo o parlamentar, persegue sistematicamente opositores do governo federal.
Em postagem em rede social, Flávio apontou que a PF opera "nas sombras" com métodos ilegais contra rivais políticos do regime Lula. O senador acompanhou a denúncia com imagens de reportagens documentando operações questionáveis da corporação em diferentes países — incluindo ações contra a ex-deputada Carla Zambelli na Itália, a expulsão de delegado dos EUA após prisão de Alexandre Ramagem e investigações no Brasil contra integrantes de seu campo político.
O recado não é isolado. Flávio e seus aliados acumulam denúncias de perseguição política sistemática. Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, permanece em prisão domiciliar desde novembro de 2025, condicionada a motivos de saúde, após condenação do STF por suposta trama golpista. O irmão, Eduardo Bolsonaro, exila-se nos EUA, onde continua documentando arbitrariedades do Supremo e do Palácio do Planalto. Flávio próprio é alvo de inquérito por difamação contra petista.
A comparação com a Gestapo — polícia política do regime nazista alemão conhecida por vigilância, repressão de opositores, tortura e participação no genocídio judeu — reflete a gravidade que o senador atribui à situação. A corporação se tornou símbolo universal de repressão estatal autoritária.
Até a publicação desta reportagem, a Polícia Federal não havia se manifestado sobre as acusações de Flávio. Pesquisas recentes de intenção de voto colocam o senador à frente do presidente Lula na corrida presidencial de 2026.
