O governador interino fluminense Ricardo Couto determinou a suspensão de R$ 730 milhões do Fundo Soberano destinados a 16 municípios do interior, interrompendo um repasse aprovado no derradeiro dia da gestão de Cláudio Castro (PL-RJ), em março, véspera de sua renúncia. Os recursos, conforme autorizado, seriam aplicados em pavimentação viária e contenção de encostas.
Segundo comunicado da administração interina, Couto desconhecia antecipadamente a decisão tomada por seu antecessor. O governo anunciou que os projetos serão submetidos a avaliação técnica e que, "por enquanto, não ocorrerá liberação de recursos do Fundo Soberano". Castro, reagindo por meio das redes sociais, argumentou que o comitê do fundo aprovou apenas o enquadramento inicial das propostas, não a transferência imediata dos valores.
A suspensão do repasse acompanha movimento mais amplo de contenção de despesas. A administração interina efetivou a exoneração de 94 funcionários ligados às áreas administrativas, elevando para 638 o volume total de desligamentos nas secretarias de Governo e Casa Civil. Conforme publicado em edição extraordinária do Diário Oficial na segunda-feira, a medida integraria uma revisão estrutural com propósito de reduzir gastos e aprimorar a eficiência da máquina pública.
A Secretaria de Governo projeta economia anual de aproximadamente R$ 30 milhões em seu orçamento, sendo R$ 8 milhões provenientes do corte mais recente. Desde o início da gestão, Couto movimentou 638 cargos com estimativa de economia próxima a R$ 10 milhões mensais, sinalizando compromisso com contenção de despesas e austeridade fiscal no estado.
