Um grupo de trabalho identificou problemas graves na forma como o governo federal conduz os leilões de GLP (gás liquefeito de petróleo), apontando que as deficiências no processo concorrencial refletem diretamente no bolso do consumidor. O relatório final do grupo destaca que a atual estrutura de leilões não garante competição adequada, deixando espaço para concentração de mercado e pressão alta nos preços.
Segundo o documento, a agenda concorrencial deficiente é o ponto crítico que precisa ser endereçado com urgência. Enquanto famílias brasileiras enfrentam aumentos recorrentes no preço do gás de cozinha, o poder público permanece inerte, permitindo que as regras do jogo favoreçam grupos estabelecidos em vez de estimular a entrada de novos competidores.
O grupo também propõe incentivos para o desenvolvimento de versões renováveis do GLP, sugerindo que o governo poderia usar esse caminho não apenas para descarbonizar, mas também para quebrar o monopólio de facto que hoje domina o mercado. A mudança regulatória é apresentada como essencial para restaurar dinamismo competitivo no setor.
Os achados reforçam um padrão preocupante: quando a administração federal não estabelece regras claras de concorrência, o mercado se acomoda e o consumidor arca com o prejuízo. A implementação das recomendações do grupo é vista como medida fundamental para proteger a renda das famílias de baixa e média renda, que dependem do GLP para cozinhar.
